Receita retém mais de 360 mil contribuintes na malha fina do IR 2008
Número é 24,65% menor do que o de 2007, quando 479.712 documentos ficaram retidos por irregularidades
InfoMoney
19 dezembro 2008
SÃO PAULO - A Receita Federal do Brasil informou, nesta sexta-feira (19), que 361.451 declarações do IR 2008 caíram na malha fina. O número é 24,65% menor do que o de 2007, quando 479.712 documentos ficaram retidos por irregularidades ou erros de preenchimento.
Do total, 159.291 declarações ou 44,07% foram retidas por omissão de rendimentos, ou seja, pode deixarem de informar à Receita Federal rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, como aluguéis recebidos de imobiliárias, por exemplo.
Outras 111.254 declarações caíram na malha fina por divergências do IR retido na fonte.
Retificadoras
De acordo com o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, a consulta, pelos contribuintes, ao extrato de processamento no site da Receita foi de extrema importância na diminuição do número de contribuintes retidos na malha.
Para Adir, a checagem induz o contribuinte, após obter as informações, a apresentar a declaração retificadora e, com isso, retirar suas declarações da malha.
Último lote
Vale lembrar que a Receita liberou o último lote de restituições do IR 2008 no dia 15 de dezembro e quem não esteve em nenhuma das sete listas divulgadas pelo órgão ao longo do ano, pode se considerar na malha fina.
Diante de toda a circunstância, a principal dúvida é: quanto tempo tudo isto leva para ser analisado pela Receita Federal? A resposta: até cinco anos. Isto mesmo. Este é o prazo limite para a liberação das restituições presas em malha fina.
Obviamente, o prazo parece absurdo, levando-se em conta a relação de importância entre os motivos que levaram à retenção. Vale dizer que, nestes casos, as restituições são liberadas assim que forem justificadas e, conseqüentemente, casos mais simples serão sanados com maior rapidez.
Uma boa e uma má notícia
A boa notícia é que a Receita Federal libera os lotes residuais (que se referem às declarações analisadas e liberadas) com uma freqüência praticamente mensal. O primeiro, normalmente, sai logo em janeiro.
Mas lembre-se que nem sempre a restituição é certa. Dependendo do que for constatado pela Receita, pode ser que determinados erros o levem a uma situação inversa: você ainda terá de acertar as contas com o "leão". Isto mesmo, no lugar de restituir o IR, poderá acabar pagando por algo que deixou de recolher no passado.
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